quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Redes Drogasil e Raia negociam fusão

As redes de drogarias Raia e Drogasil informaram ontem que negociam associação em uma única companhia, a ser listada no Novo Mercado da M&FBovespa-segmento de rigorosas exigências de transparência.

A fusão criaria uma gigan¬te do setor no país. Em 2010, a Raia teve receita bruta de R$ 1,9 bilhão e a Drogasil apurou faturamento de R$ 2,1 bilhões. O lucro líquido, entretanto, aponta grande distanciamento. Enquanto no ano passado a Raia lucrou R$ 1,7 milhão, a Drogasil registrou ganhos de R$ 89 milhões.

Em número de lojas, no fim de dezembro, a Raia era maior, com 350 estabelecimentos.
A concorrente tinha 338 unidades, de acordo com informações nos demonstrativos financeiros de ambas.

A Drogasil ocupa a vice-liderança entre as redes nacionais, seguida pela Raia.

Em junho do ano passado, a Drogaria São Paulo adquiriu a rede Drogão, dando origem à maior rede farmacêutica paulista e também brasileira.

As ações de ambas as companhias dispararam ontem, com operadores de mercado citando rumores de que elas estariam planejando se unir.

As ações da Drogasil avançaram 10,23%, para R$ 11,85, enquanto as da Raia subiram 4,17%, a R$27,71.

Os papéis não integram a carteira teórica do Ibovespa, índice com os principais papéis brasileiros e que caiu ontem 1,05%.

Segundo comunicado ao mercado (fato relevante), as companhias vêm estudando alternativas de estrutura para a operação, bem como um acordo para regular termos e condições.
O comunicado das empresas também informa que "a associação está sujeita à conclusão bem-sucedida das tratativas ora em curso entre as duas companhias e tais acionistas".
FONTE: Folha de S.Paulo

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Número de migrações diminui nos últimos anos, diz IBGE

Número de migrações diminui nos últimos anos, diz IBGE


Menos pessoas estão deixando a Região Nordeste com destino ao Sudeste. O fluxo migratório vem caindo no país nos últimos anos, principalmente entre essas regiões. A constatação é de pesquisa divulgada nesta sexta-feira, 15, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estudo também mostra mais migrantes retornando às regiões de origem.

O maior fluxo de "volta para casa" ocorreu entre 1999 e 2004, quando quase a metade dos imigrantes da Paraíba (49,9%), do Ceará (49%)e de Pernambuco (45,9%), era originária desses estados. Nos cinco anos seguintes, a migração de retorno foi mais expressiva no Rio Grande do Sul (23,98%), em Pernambuco (23,61%), no Paraná (23,44%) e em Minas Gerais (21,62%).

Feita com base nos últimos censos demográficos e nas pesquisas por Amostra de Domicílios, o documento Deslocamentos Populacionais revela que, entre 2004 e 2009, 2 milhões de pessoas migraram no país, número inferior aos 3,3 milhões que se deslocaram entre 1995 e 2000.

A redução reflete diminuição importante do fluxo entre Nordeste e Sudeste. Segundo o IBGE, entre 1995 e 2000, a região recebeu cerca de 960 mil nordestinos. Cinco anos depois, foram cerca de 440 mil. De acordo com Leila Ervatti, uma das autoras da pesquisa, a diminuição desse fluxo migratório pode ser notada desde a década de 90, mas se intensificou nos últimos dez anos por questões econômicas.

"Na época das grandes migrações, tínhamos a explicação da industrialização do Sudeste, que era a área que estava se desenvolvendo economicamente", disse. "Hoje, esse desenvolvimento está mais espalhado pelo Brasil, fazendo com que a população, talvez, fique mais retida", completou.

O levantamento do IBGE não aponta exatamente a origem da maioria dos nordestinos que migraram para o Sudeste, de 1990 a 2000. Porém, constata que a Bahia, o Maranhão e Pernambuco registraram mais emigrações. Já no Sudeste, o Rio de Janeiro e São Paulo, mesmo com mudanças no fluxo migratório, foram os estados que mais absorveram migrantes.

O estudo também chama a atenção para áreas que não tinham muito fluxo de migrantes no início do ano 2000 e passaram a áreas de rotatividade migratória dez anos depois, como o Distrito Federal. Em 2009, a unidade teve o movimento de entrada e de saída de moradores semelhante. Anteriormente, em 2004, a localidade tinha sido considerada área de baixa evasão populacional.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Marco Histórico



Esse é o famoso Pátio do Colégio, localizado no centro da capital paulista, que além de servir como referencia histórica, reuni detalhes bem interessantes em sua estrutura como sua cor branca, que transmite paz, dando leveza ao clima pesado da cidade, de certa a forma a edificação faz um convite à reflexão. Algo perceptível é um grande cuidado com a limpeza do local, aparentemente as pessoas respeitam o “lugar santo” não jogando lixo no chão. No Pátio se formam retângulos, como uma espécie de labirinto que leva à capela. Também há uma combinação dos tons do chão e a edificação.

vista do alto do pátio do colégio

Diferenças Sociais


Podemos notar o transito continuo pessoas de classes sociais distintas pela rua, vestindo-se e comportando-se de maneiras diferentes. Desde senhor de idade anunciando compra de ouro, os dois homens uniformizados, o homem de terno até outro senhor que caminha puxando um carrinho cheio de “tralhas”, enfim, pessoas com vidas bem desiguais se cruzam pelas vias do bairro.

Lazer


Desempenhando o papel de alternativa de lazer, o bar reuni de forma geral pessoas que trabalham em suas imediações (Bolsa de Valores, Bancos, etc). O ambiente é bem aconchegante, pois mantém um clima de requinte antigo, tendo suas mesas bem limpas e organizadas, decoração harmônica com espelhos com frases espalhados por todo local, lustres e garrafas de bebidas penduradas no teto, passando assim, a idéia de local feito para as pessoas se sentirem totalmente à vontade para consumirem. A clientela está bem à vontade e integrada ao ambiente, mesmo a maioria estando trajada formalmente, dispensa o uso de terno ou gravata, estão todos bem relaxados.

Manifestação Cultural



Em diversos pontos da cidade entramos em contato com varios tipos de manifestações culturais, entre elas podemos destacar esse desenho colado no semáforo de trânsito, que funciona como uma espécie de pichação. É uma marca deixada por alguém, pode ter uma mensagem implícita – que só quem participa desse movimento possa entender – pode ser somente um ato de rebeldia em depredar um patrimônio público. Independente da intenção de quem colou a imagem, percebemos que o desenho quebra um pouco a cor preta do semáforo, digamos que dá um tom artístico a um objeto comum na cidade desvirtuando um pouco a sua função original, pois ele acaba não somente orientando os pedestres quanto a hora de parar ou prosseguir, mas também serve como manifesto.

Cotidiano



Na imagem destacada vemos uma cena típica de qualquer região da metrópole: um Ponto de Ônibus com pessoas esperando suas respectivas conduções. Quase todos que esperam no ponto têm o olhar fixo na direção que a condução irá chegar, de certa forma, inertes ao todo movimento e agitação às suas voltas. Não somente “desligados” da pressa da cidade, mas também passivos diante da sujeira da rua, pois mesmo havendo uma lixeira próxima ao ponto, ninguém percebe o lixo.

Comportamento


Visto de cima do viaduto, as linhas horizontais no chão, dão a impressão de que a via é uma enorme faixa de pedestres. As pessoas desfocadas dão uma agilidade à imagem, pois mostra o movimento e a pressa continua das ruas. Os produtos expostos pelos vendedores ambulantes em cima das lonas, as mesinhas dobráveis, as barracas que são facilmente desmontadas também evidenciam a agilidade da “faixa de pedestre”, na qual os vendedores têm de prontamente reunir seus produtos para escapar das investidas do “Rapa” contra eles. Enfim, podemos dizer que bairro acaba sendo lugar de “passagem”, simplesmente.

Curiosidade


Uma curiosidade do bairro é a preservação do antigo. O quiosque de Engraxataria é um bom exemplo disso, pois mantém um estilo rústico e a tradição do engraxate. Podemos notar, entretanto, que embora haja um cuidado em manter o ambiente com aparência rebuscada, há também uma sacola de lixo bem ao lado mostrando uma falta de cuidado, um desleixo dos engraxates por assim dizer, com o mesmo ambiente. Há esse paradoxo na imagem: o cuidado e a falta de cuidado com o local.

Arquitetura

Na região há um contraste bem interessante entre novo e o antigo. Na foto destacada percebe-se essa diferença entre o modelo arquitetônico rebuscado do prédio antigo, cheio de detalhes minuciosos nas janelas, para-peitos, sua forma arredondadas que parece se impor na cidade e o modelo arquitetônico do prédio mais novo novo, que ao contrario do anterior, não apresenta tantos detalhes, tendo sua forma mais “rígida” e com um padrão de retas, que não se destaca tanto nessa imagem, em relação ao primeiro.

Observamos também a árvore que cria uma espécie de moldura na foto, quebrando um pouco a sensação poluição dos prédios sujos. Sugere, de certa forma, um respiro (ou escape) das edificações, dando um tom mais suave à “frieza” da cidade de pedra.